Os consumidores de conteúdo apresentaram um novo comportamento e utilizam a TV para acessar o YouTube. No ano passado a as telas de TV ultrapassaram oficialmente os celulares e computadores desktop para acessar a plataforma nos EUA.
Os espectadores foram além dos vídeos curtos e passaram a visualizar conteúdos mais longos - o que coloca essa investida como a maior ameaça a streamings como a Netflix.
Há quase uma década, a Netflix não enxergava rivais no mercado e nadava de braçada, onde os consumidores se aglomeravam em frente a TV para assistir as grandes séries - maratonando conteúdos. Hoje a realidade é outra.
Foi identificado um problema de engajamento e os minutos dispensados em frente a tela para séries com Stranger Things caíram de forma preocupamente - acendendo um alerta para os investidores.
Para manter o público em crescimento e evitar a debandada para o YouTube, projetos mais fragmentados são a forma encontrada para manter a audiência. Os produtores de conteúdo disputam de forma acirrada a atenção, analisando minuto a minuto o quanto os clientes mais ansiosos relutam em usar o controle remoto.
No encalço dos consumidores a Disney+ dobrou de resultados, conforme dados trimestrais mais recentes - apesar de analistas indicarem que deveriam sair do streaming e focar na produção de licenciamento para impulsionar o preço das ações.
Correndo por fora, ainda tem o TikTok na mistura da concorrência - pela média diária de atenção.
A Netflix não é mais distinta, é apenas parte do firmamento.