Quando os governos ao redor do mundo cerceiam o consumo de alimentos ultraprocessados, considerados uma ameaça à saúde pública - os fabricantes reagem com processos. O objetivo é enfraquer ou adiar as políticas públicas.
Não está claro quem são as empresas que promovem essa tática, mas algumas delas já foram identificadas.
Os rótulos de advertência na frente das embalagens e restrições de marketing para produtos não saudáveis, estão entre as regulamentações dos governos para proteger a saúde das crianças e adultos.
Obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, problemas mentais e outras condições estão associadas ao consumo de alimentos ultraprocessados.
As empresas de alimentos utilizam a mesma estratégia da indústria tabagista. Eles processam governos repetidamente por leis que exigem mudanças no visual dos maços de cigarros. Imagens que remetem as doenças características ao seu consumo ao invés de maços coloridos é um dos motivos que levam os fabricantes a levar os governos à justiça.
Publicamente, as empresas juram alertar aos consumidores de seus produtos dos malefícios pelo consumo exagerado.
Uma volta no quarteirão e os corpos obesos dizem o contrário.